CULTURARTE 303 - fevereiro de 2026
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
CULTURARTE 303 - fevereiro de 2026
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
É CERTO TRATAR CACHORRO COMO SE FOSSEM PESSOAS?
“É comum ouvir críticas a quem trata cachorro como se fosse gente.
Concordo.
Cachorro é cachorro, gente é gente.
Cachorro tem que ser tratado como cachorro .
Com respeito à sua fidelidade, ao seu caráter.
Porque cachorro não trai.
Não mente.
Cachorro te ama pelo que você é, seja lá quem você for: ...
Ministro do Supremo,....
Senador ou indigente.
Cachorro não finge, não forja, não frauda. Cachorro só sabe o que sente.
Cachorro não faz jogo de cena.
Não guarda mágoa.
Cachorro é emocionalmente inteligente. Perdoa sem que você tenha que implorar perdão.
E, uma vez perdoado, o perdão é permanente.
Por que haveríamos de tratar um ser assim como se fosse gente?
Gente a gente também não deve tratar como cachorro.
Porque não é qualquer um que merece carinho na barriga, cafuné na orelha, demonstração de amor sem motivo aparente.
Gente não morde.
⁸Mas há outras formas de se cravar o dente.
No coração, no bolso, na alma.
Por vezes com veneno de serpente.
Gente fofoca, inveja, calunia.
Te beija enquanto te entrega, e te odeia, sorridente.
Cachorro obedece, respeita, se submete. Mas só gente é subserviente.
Gente ama com ressalvas, faz promessas que não cumpre.
Só cachorro (e uma ou outra mãe) é que ama incondicionalmente.
Por que tratar como cachorro que fica ao seu lado até a morte alguém que te abandona de repente?
Não.
É totalmente sem noção e incoerente tratar gente como se fosse cachorro e tratar cachorro como se fosse gente.. "
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
"Nossos animais nunca partem sozinhos". O amor é o único laço que a morte não corta.
O Thor já tinha 15 anos. Ele mal andava, estava cego de um olho e surdo. Mas, toda noite, pontualmente às 3h da manhã, ele fazia algo que me dava calafrios. Ele se levantava com dificuldade, ia até a poltrona velha da sala, olhava para o vazio e abanava o rabo. Às vezes, ele dava latidos curtos, agudos, como fazia quando era filhote e queria brincar.
Eu ficava apavorado. "Tem coisa ruim nessa casa", eu pensava. Tentei benzer a casa, mudei os móveis de lugar. Mas o Thor continuava "conversando" com a parede. Eu achava que era demência canina. Tristeza da idade.
Na terça-feira passada, o Thor partiu. Ele morreu dormindo na sala, no tapete dele. Eu acordei e ele já estava frio. Chorei o dia todo. À noite, decidi olhar a câmera de segurança interna para ver se ele tinha sofrido, se tinha sentido dor antes de ir.
O que eu vi na gravação mudou minha visão sobre a morte para sempre.
Eram 03:00 da manhã no vídeo. O Thor estava deitado, imóvel. De repente, a imagem da câmera começou a chiar. Uma interferência estranha. Uma névoa branca, brilhante, começou a se formar perto da poltrona velha. A névoa não era informe. Ela ganhou altura. Ganhou contorno. Formou a silhueta de um homem jovem, usando boné virado para trás e bermuda.
Na gravação, o Thor levantou a cabeça. Ele não se levantou com dor. Ele deu um pulo. O Thor "saiu" do próprio corpo. Eu vi a forma luminosa do meu cachorro, jovem de novo, forte, pulando no peito daquela silhueta. O homem se agachou e abraçou o cachorro. Eu podia jurar que vi o Thor lambendo o rosto dele.
Eu congelei. Aquele jeito de agachar... aquele boné... Era o meu irmão, o Júnior. O Júnior faleceu há 8 anos num acidente de moto. O Thor era o cachorro dele. Eu herdei o Thor quando meu irmão morreu. O cachorro passou a vida inteira esperando o dono voltar.
E ele voltou. O Júnior veio buscar o melhor amigo. Eles saíram juntos pela porta da frente, que na câmera nem se abriu, atravessando a madeira como se fossem luz.
Eu desliguei o computador chorando, mas dessa vez, de alívio. O Thor não estava latindo para o nada. Ele estava vendo o dono dele dizendo: "Calma, garoto. Falta pouco pra gente ir passear de novo."
A lição que acalma o coração: Nossos animais nunca partem sozinhos. Nenhum bicho morre abandonado. Alguém que os amou muito — seja um parente, um antigo dono ou um anjo protetor — sempre vem fazer a passagem com eles. O amor é o único laço que a morte não corta.
sábado, 24 de janeiro de 2026
CULTURARTE 302 - janeiro de 2026 (segunda edição)
janeiro de 2026 (segunda edição)
sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
CULTURARTE 301 - janeiro de 2026 (21 anos)
(21 anos)

























